Peraí…

Até quando se espera por algo? E até que ponto esperar é perder tempo? Não costuma ser fácil a gente saber esse limite. “Tudo vale a pena se a alma não é pequena” disse Fernando Pessoa, e sim eu concordo com ele, mas há que se ter uma alma grande feito a do poeta aí para poder se ter consciência disso e não sofrer demais…

Aprender a notar quando o processo de espera chega ao seu ápice é que se torna o ‘x’ da questão. Quando não reconhecemos a essência de uma situação, nos colocamos em uma espécie de stand by e ficamos inertes, passivos, vulneráveis,  esperando que a vida traga apenas o resultado que reconhecemos como conclusivo… Enquanto as coisas não acontecem – exatamente como achamos que elas têm que ser – permanecemos lá esperando! E muitas vezes o principal aprendizado ocorre antes daquilo que imaginamos ser o ‘final da história’!

Provavelmente a saída aqui é construirmos internamente uma forma diferente de esperar, não associando isso com estagnação ou inércia.  Talvez a sensação de perda de tempo exista somente nas situações em que olhamos para trás e vemos o quanto não fizemos absolutamente nada de construtivo, não agimos, não absorvemos o que ocorria durante a tal espera. Esperar, ao contrário do que parece, não precisa ser algo passivo onde nos sentimos à mercê dos acontecimentos externos. Esperar pode ser apenas dar o tempo de maturação que algumas situações exigem e, ao mesmo tempo, ir percebendo dentro de si, o que está mudando.

E esse texto aqui foi só pra gente pensar juntos e não perder tempo…

Trackback URL

No Comments on "Peraí…"

Hi Stranger, leave a comment:

ALLOWED XHTML TAGS:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Subscribe to Comments