Pedido para a Grande Mãe

Seguidamente eu tenho aquelas fases (quero crer que todo mundo também tem) de ficar com uma música ‘tocando’ na própria cabeça por dias a fio, e a gente fica ouvindo e ouvindo novamente num replay constante até que parece que aquilo nos sacia, que conseguimos extrair daquele som e daquela letra toda a essência de que necessitamos. Atualmente eu ando com uma música linda tocando dentro de mim, do Geraldo Azevedo, que repete “Oh! Grande Mãe (…) Orai e desatai de nós os nós, e tirai as nossas vendas, invendáveis nos tornai, inofensivos e pacíficos (…)

Ao ler que a oração mais importante que a escritora e psicanalista Clarissa Pinkola Estés faz para a Grande Mãe resume-se a uma única palavra “Ensina-me” eu fiquei muito comovida, pois não é exatamente isso o sentido de tudo, aprender? Aprender a aceitar, aprender a enfrentar, aprender a conviver, aprender a resolver, aprender a deixar ir, aprender a suportar, aprender a amar, aprender a ser amado? Aprender sobre isso ou sobre aquilo, mas sempre aprender. Talvez essa seja uma chave importante para cumprirmos nossa jornada encarnatória com mais consciência.

Pedir em oração para ser ensinado sobre alguma coisa, qualquer que seja, chama a responsabilidade para nós mesmos, evitando aquele ranço de vítimas, de coitadinhos que tem sempre um olhar messiânico para a vida e as pessoas ao seu redor. Pedir ao Divino que nos ensine é se disponibilizar para aprender. É tão profundo esse conceito que até se torna simples demais. E como diz uma outra música que também embalou minhas emoções durante algum tempo atrás “(…) e a calma é irmã do simples e o simples resolve tudo (…)“. Então, Grande Mãe, por favor, me ensina!

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3 Comments on "Pedido para a Grande Mãe"

  1. Jeferson
    11/02/2014 at 8:51 am Permalink

    Muito lindo e verdadeiro este texto. Coincidentemente tenho cantarolado essa música várias vezes ao dia. União de corpo mente espírito é isso.

  2. Maria Lina Schmitt Guerreiro
    11/02/2014 at 6:23 pm Permalink

    Essa música também me acompanha muito. E sim, é verdade, estamos sempre a aprender… Ainda, de novo, de um outro jeito ou em outro lugar…

  3. Cris Coruja
    12/02/2014 at 11:06 pm Permalink

    Hey Kety! Hey Jef! Hey Maria Lina.
    Belíssimo texto. Sim, aprender. Simples assim.
    Grata!

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