Terapia não é brincadeira!

Como fico feliz em afirmar que estamos num tempo onde existem tantos e tão bons terapeutas! Há muita gente capacitada, gente do Bem trabalhando por aí (e por aqui!) neste mundo de meu Deus! E quando tenho a oportunidade de encontrar, conversar com elas, ou mesmo ler algum artigo dessas pessoas, percebo que elas, assim como eu, estão cada vez mais atentas a algo que tem se espalhado  como vírus por aí: o oportunismo, e o consequente despreparo, de algumas pessoas que vem atuando nessa área de terapias.

Parece que na ânsia moderna de encontrarmos um lugar ao sol, de vivermos aquilo que sonhamos, ficou na moda virar terapeuta. E a palavra ‘virar’ da linha anterior foi colocada propositadamente, ou seja, as pessoas pensam que é assim, um dia você acorda chateado e quer mudar de vida e de profissão, aí resolve ‘virar’ terapeuta! Tem gente que vem para essa área por ser ‘um dinheiro fácil’, porque acha glamuroso se dizer um ‘ser de Luz’, porque gosta de impressionar. E assim acabam se concentrando muito mais nas suas performances, apoiadas num discurso de  que ‘tudo é lindo e maravilhoso’ e que ‘os seres de Luz vão nos salvar’, do que naquilo que chega terapeuticamente aos seus clientes. Sim, clientes e não pacientes, pois esse último termo deve ser deixado para os profissionais da área convencional da saúde, é lei e não devemos desrespeitar.

Mediunidade, sensibilidade e boas intenções auxiliam demais, mas não fazem, por si só, ninguém ser um terapeuta. Gostar ‘dessas coisas’ esotéricas também não. É preciso estudo, técnica, profissionalismo.

O que tem de gente fazendo limpeza de áurea (?) e vendendo cursos de Reike (???) é um absurdo! E não pense você aí que estou apenas sendo crítica com quem não teve tanto estudo, é que se um terapeuta ou mestre em Reiki não sabe explicar nem escrever o que é o Ki, então há algo de muito desconectado nessa pessoa. É como um padeiro não conhecer farinha ou um endocrinologista não saber o que é tireóide! E escrever errado é apenas a pontinha do iceberg, que nem teria tanta importância se as ações fossem corretas.

Só nos resta tentar esclarecer as pessoas em geral e incentivá-las para que aumentem os seus critérios ao escolherem um terapeuta ou curso. Busquem informações, peçam registros e certificações, não avaliem apenas o preço mais barato ou o carérrimo-que-deve-ser-melhor, preste atenção aos cuidados que esse local ou terapeuta tem com a ética, com a higiene e com as leis. E embora nenhum terapeuta seja iluminado, santo, perfeito ou melhor do que outra pessoa, um mínimo – básico – de coerência essa pessoa precisa ter na sua vida e nas suas relações. É aquela velha história, não adianta se comportar como um ser ascensionado na frente dos clientes e depois nem sequer cumprimentar o porteiro do prédio. Terapeuta tem que gostar de gente – e respeitá-las o máximo que a sua humilde humanidade lhe permitir.

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