Faz pra mim?

Engrenamos numa conversa boa hoje a respeito do quanto algumas pessoas esperam que a gente só diga coisas boas e maravilhosas nos atendimentos. Bem, nós falamos sim sobre as coisas maravilhosas que cada indivíduo tem, sobre suas qualidades e potencialidades, mas também falamos “do podre”, daquilo que impede que tais qualidades e potencialidades se manifestem plenamente.

Mas por que será que as pessoas só querem ouvir as coisas boas em uma consulta? Será que é porque a vida anda tão dura que elas não querem mais ouvir falar de problemas? Pode ser, mas da discussão surgiu uma resposta melhor.Talvez as pessoas não tenham mais tempo de esperar que as informações se assentem dentro delas, ou mesmo tempo de vivenciar os processos. Todo mundo quer soluções práticas e rápidas, quase que pedindo que o outro passe o processo por ela.

Bem, sabemos que isso não existe. Cada um tem o seu fardo pra carregar, sua estrada pra caminhar e seu próprio tempo de maturação. Para alguns são dias, para outros são semanas, mas há quem leve meses ou mesmo anos até encerrar um ciclo.

Se pegarmos uma árvore como metáfora, veremos o seguinte:

  1. plantamos a semente
  2. ela germina
  3. ela cresce, amadurece e floresce
  4. ela dá frutos

Observem que do plantar a semente no chão até ela germinar e o primeiro broto aparecer acima da terra não leva tanto tempo quanto a planta amadurecer e florescer. Dar frutos, portanto colher o resultado de nossas ações, é o último de quatro estágios.

O problema é que a gente insiste em plantar a semente hoje e colher o fruto logo amanhã…isso quando nos damos o trabalho de plantar.

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2 Comments on "Faz pra mim?"

  1. Zelly
    29/05/2012 at 9:03 pm Permalink

    Excelente, Roveda!!
    Beijos!!

  2. Anelise Vogelaar
    31/05/2012 at 11:36 am Permalink

    Ótimo! Acho que aceitação é trabalhar os próprios frutos, a final!
    Parece que a atenção das pessoas está voltada para os frutos alheios. Quantas vezes jogamos fora nossos próprios frutos, verdes ou maduros, por achar que não os fizemos certo? Nada como “acender a luz!”
    Abraço!

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