Faxina


Hoje eu comecei a abrir as gavetas nas quais tenho livros guardados com a intenção de fazer uma certa “triagem” deles. São alguns livros de ficção e muitos livros técnicos (que é como eu chamo os livros de Astrologia, Cabala e Tarot). Alguns vão para doação, outros seguem comigo por mais um tempo. Os que seguem comigo já estão escolhidos, talvez ainda tenham seu número reduzido numa futura avaliação. Talvez a eles se juntem outros companheiros de viagem. Não sei. Pra ser bem franco, ainda não decidi.

Alguns livros tem destino certo. Vão para pessoas próximas. Outros eu ainda não sei o que fazer. Apego? Pode ser, acho que o meu amor pelos meus livros fica implícito no parágrafo anterior.

Mas o que eu quero compartilhar com vocês é que ao olhar para esses livros novamente e abrir alguns para correr os olhos (talvez pela última vez – oh drama!) por eles eu me dei conta de que há anos estou literalmente com um monte de informação boa guardada na gaveta! Acho que fiquei preso a meia dúzia de livros e deixei de ver que muita coisa que eu andei procurando mundo afora estava ali, ao alcance do braço. É a historinha do Chico Bento que a Kety em algum momento publicou aqui, é a história de O Alquimista do Paulo Coelho, é a minha história…

…e muito provavelmente a de alguns de vocês também.

Quanta coisa vocês sabem mas não usam no dia a dia? Quantos livros foram lidos, e depois esquecidos? Quantos cursos foram feitos apenas por fazer?

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2 Comments on "Faxina"

  1. Daniel Mezacasa
    31/12/2011 at 7:38 pm Permalink

    Sei que existe o conceito de que que não existe a hora certa e que agora é a hora certa. Mas alguns conhecimentos antes de serem aplicados passam por uma fase de maturação que pode ser a gaveta mesmo. O bom é ir testando eles em doses homeopáticas colhendo uma experiência aqui, experimentando outra ali e aos poucos tornando-os parte da gente.

    Vários artistas criam um novo album e deixam ele por algum tempo dentro da gaveta amadurecendo até acharem que esta pronto para a hora certa. Ou o ser humano que passa 9 meses dentro da “gaveta”antes de vir ao mundo.

    Eu sei que passei do ponto do texto aqui mas queria apenas mostrar o lado bom da gaveta. Valeu Jr! 🙂

  2. J. Roveda Jr.
    01/01/2012 at 12:53 pm Permalink

    Sim, sim, eu concordo com a fase da gaveta. O problema é que se a gente deixa a coisa passar do ponto de maturação (mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa) algumas coisas vencem, apodrecem…”não vingam” – como diria uma tia minha.

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