Memórias

Hoje durante o Curso de Formação em Florais de Bach e Minas que eu estou participando, enquanto a Carmem falava sobre o Floral Sambucus eu me lembrei do início da minha caminhada consciente na espiritualidade.

Era o início dos anos 80 e fui convidado por um amigo a participar de uma jornada de renascimento em Porto Alegre. Lá fui eu, totalmente desconfiado, em um lugar estranho, com pessoas estranhas que se abraçavam muito e diziam o quanto estavam felizes de se encontrar. E logo depois descobri que a maioria dessas pessoas, assim como eu, não se conheciam, jamais tinham se encontrado antes…

A vivência foi muito boa e reveladora para mim, que estava totalmente insatisfeito com a vida que levava de casa para escola, da escola para o trabalho, do trabalho para casa, numa eterna rotina sem sentido.

Depois de ter experenciado o meu primeiro renascimento veio o mais interessante, todos nós sentamos em círculo, alternando um homem e uma mulher. Tiramos nossos sapatos, e sob o comando da xamã que não me lembro mais o nome, trocamos de lugar em sentido anti horário e calçamos o sapato da pessoa que estava sentada ali. O pavor tomou conta de mim, pois o meu desafio era um sapato feminino de salto alto, com uma numeração muito menor que a minha, já que na época eu calçava 43  (hoje calço 46!). Fiquei com medo de quebrar os pés, destruir o sapato da participante e levar o maior tombo! Por sorte, só precisávamos colocar o pés em cima dos sapatos. Então ouvimos de nossa orientadora que “o mundo observado depende dos olhos do observador”, frase que coincidentemente foi repetida hoje pela minha professora.

Ali entendi que os maiores desafios da minha vida seriam impostos por mim e que tudo poderia ser mais fácil e feliz se eu aprendesse a olhar com o olhar apropriado para o momento.

E você como está vendo a sua vida? Espero que seja de uma forma agradável ao seu espírito.

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One Comment on "Memórias"

  1. J. Roveda Jr.
    26/10/2011 at 9:11 am Permalink

    É como a Alice (aquela, do País das Maravilhas) que – antes de se dar conta de qual sua missão ou seu propósito (em sua jornada pelo País das Maravilhas) – tem sérios problemas para dimensionar problemas ou situações: ora ela é grande demais para lidar com os outros, ora é pequena demais para lidar com os outros.

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