Posso sair agora?

Quando não se está muito bem, é comum as pessoas buscarem ajuda em amigos, em terapeutas, na família. Nós nos recuperamos mais facilmente quando podemos compartilhar aquilo que nos causa desarmonia. Até aí, tudo ótimo. Mas então o que nos leva a nos afastarmos daquilo ou daqueles que – durante certo período – nos foi tão importante e de tanto auxílio?

Algumas pessoas, quando se sentem ‘mais fortinhas’  desaparecem da vista daqueles com quem compartilharam seus desajustes. Aí a vida anda, e se descobre que aquela ‘força’ recém adquirida ainda não era suficiente para andar sozinho. E volta tudo a estaca zero outra vez. Os padrões de comportamento antigos retornam com força e ainda trazem alguns padrões ruins novos…

Deveríamos – talvez – termos ficado acompanhados um pouco mais de tempo, pois um período de ‘manutenção’ pode ser muito bem vindo em alguns casos… Não há exatamente uma ‘receita de bolo’ que diga quando estamos prontos para partir, ou se devemos realmente partir, isso varia de caso para caso. Nada serve da mesma forma para todo mundo! Mas alguns de nós, na ânsia de bater as asas livremente por aí e de tentar comprovar os entendimentos recém adquiridos, não nos damos o tempo da recuperação adequada. E aquilo que é para ser o objetivo maior (maturidade, consciência, harmonia, independência, adequação, convivência saudável, etc) passa a ser uma pálida etapa de um caminho que poderia ser muito bonito.

Sim, é claro que não devemos nos apegar ‘cronicamente’ em ajudas, nem sermos eternamente dependente dos outros, mas é preciso saber quando, como e porque se afastar, e talvez até testar um pouco essa nova autosuficiência, para que ela não se dissolva antes de virarmos a próxima esquina.

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