Texto de Cesar Rodrigues:
Pobre de mim, coitadinho do Fulano, nossa, que karma o do Beltrano, começa tudo e não dá certo em nada… caí, mas não foi por minha culpa, os outros me derrubaram… Aham, bem assim. E se o certo para o Beltrano fosse realmente dar errado, para que ele criasse forças para se levantar mais uma vez? Quem determina o padrão do certo ou errado ? Que pretensão hein?
Se você é do bem, o certo é fazer o bem, ajudar, trabalhar, fazer força para as coisas andarem nos trilhos do bem. Para os do mal, o certo pode ter outra conotação. Se você está no chão, é por que ainda tem a lição a aprender e talvez isso não pareça certo. Mas foi para onde você virou a carroça e seguiu. E talvez isso seja certo, pois afinal, provavelmente não aprendeu para onde deve apontar a carroça. Aprenda a dirigir antes, e então assuma as rédeas.
A sabedoria da vida consiste em aceitar a vida e viver bem com ela, fazer o que é certo. Melhorar? Sempre. Mas tombos ensinam a caminhar. Apesar do tombo parecer algo errado, ninguém aqui engatinha mais. Todos se levantaram até entenderem o processo de caminhar, de se equilibrar em duas patas. Um cavalo deve se perguntar até hoje “como é que eles conseguem?” “nossa, e aquelas outras bípedes ainda usam ferraduras altas!” (não deu prá perder a piada).
Se você passar por alguém que esteja no chão, não tem nada de errado em ser solidário, mas também não se esqueça de que ele pode ser um futuro sábio aprendendo que precisa ser forte, pela oitava vez…


30/11/2009 at 4:33 pm Permalink
Grande Cesar, mto legal e verdadeiro..Somos o que seguimos, se desejamos algo verdadeiramente, vamos cair e levantar tantas quanto forem as vezes necessarias a alcaçarmos o objetivo. Nós fazemos o caminho, uns maiores outros com atalhos outros com pedras, mas o importante é perceverar…
Abraço e parabens!!
30/11/2009 at 5:33 pm Permalink
César !! Achei um texto sobre “buracos”, vou acrescentar ao teu post, um abraço shintamanis para ti!
1-Ando pela rua
há um buraco fundo na calçada
Eu caio
Estou perdido….sem esperança
Não é culpa minha
Leva uma eternidade para encontrar a saída.
2-Ando pela mesma rua
Há um buraco fundo na calçada
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.
3- Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada
Vejo que ele ali está
Ainda assim caio…é um hábito.
Meus olhos se abrem
Sei onde estou
É minha culpa
Saio imediatamente.
4- Ando pela mesma rua .
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.
5- Ando por outra rua.
beijos
kiki
01/12/2009 at 3:53 pm Permalink
Como diria o seu Bach a fé vem com a experiência. Só assim ela não é cega.
Acelio