
Durante algumas práticas xamânicas pode-se fazer uso de ervas como o Sweetgrass, o Tabaco, o Cedro, a Sálvia Branca e outras tantas plantas que doam seu espÃrito e poder para a clara visão do Xamã, assim como bebidas sagradas como a Ayahuasca. São conhecidas como plantas enteógenas (do grego entheos = Deus dentro) e também são chamadas de Plantas Mestras, Ervas Professoras, Plantas de Conhecimento, Plantas de Poder, Plantas Sagradas, enfim, a Medicina Xamânica. Não devem nunca ser confundidas com drogas que causam a dependência e colocam em risco a saúde de quem as usa. As ervas e plantas pertencem a Natureza, e as drogas são criações humanas que distorcem o sentido da vida.
Algumas pessoas, infelizmente, deturpam e desrespeitam este conceito natural tentando transformá-las em drogas alucinógenas, querendo sensações e fenômenos, respostas rápidas e prontas, sem querer trilhar o caminho sagrado do conhecimento interno. As ervas e plantas devem ser utilizadas de forma sagrada, purificando a mente e o corpo com antecedência, e os rituais devem ser conduzidos por um xamã devidamente autorizado e com intenção clara do objetivo deste ritual. Tudo que é sagrado fica mais bonito quando usado desta forma.
No XAU – Xamanismo Ancestral Urbano – sistema que desenvolvi à partir dos estudos, conhecimentos, práticas e experiências adquiridas, o uso ritualÃstico das Ervas de Poder só acontece depois de muito tempo de caminhada, quando o espÃrito já está alinhado com o seu propósito de conscientização, respeito e responsabilidade pelo próprio desenvolvimento. Eu realmente não concordo com a utilização diária destas Medicinas, elas não são bengalas para que possamos viver o dia a dia, elas são portas para aquilo que não conseguimos perceber.
Se você tenta transformar o sagrado em mundano, você embaça a sua visão se tornando escravo de pequenos prazeres, sem poder ver a beleza do Grande EspÃrito e com a Medicina lhe mostrando o mÃnimo possÃvel. Não seja impulsivo e curioso, tenha respeito pelo seu espirito e pelo espÃrito das plantas, pois assim elas o conduzirão – no momento certo – para a experiência certa.
Aho!Â
03/07/2009 at 4:29 pm Permalink
Vou confessar que não via com bons olhos o uso das ervas, pois convivia com muitos colegas de colégio que usavam maconha e outros produtos derivados das plantas para ficar de barato. Hoje tenho uma impressão diferente , pois acredito que a intenção de usar esta ou aquela planta fará com que nos sintonizemos com a sua ” alma” , e assim podemos usufruir do melhor que elas tem a nos oferecer.
Achei – em um livro sobre meditação – os nove perigos mais comuns do caminho espiritual , e um deles é:
Ficar de barato : durante as práticas espirituais , passamos por vários estados mentais. Alguns deles parecem muito bons e podem se tornar uma distração: eles NÃO são a meta da prática espiritual – são apenas um estágio ao longo do caminho.
beijos
KIKI