Não fico quieto!

Hoje passei por uma situação muito constrangedora e complicada para mim. Eu e a Kety estávamos felizes da vida levando nosso filho para a escola, coisa que raramente fazemos de carro, pois o trânsito está cada vez mais caótico, mas hoje o tempo era curto e os compromisos eram muitos. Pois bem, ao sinalizar que entraria no recuo para a entrada do colégio – que tem uma agência do Correio ao lado – uma senhora estacionou o seu carro em local proibido impedindo que eu e outros pais pudéssemos ter acesso a entrada. Ainda calmo abri o vidro e gentilmente solicitei que ela retirasse o carro, pois ali era proibido estacionar sendo apenas uma área de embarque e desembarque do colégio, então ela olhou para mim, deu de ombros, e com um sorrisinho malicioso e tom muito irônico disse: “vou apenas desembarcar minhas cartas”. Eu não me contive e disse em alto e bom som “sua grossa”. Fiz errado, mas confesso que como disse a dona Lya Luft na palestra de ontem, foi um alívio para a minha alma eu poder expressar o meu descontentamento frente ao descaso dela! Para mim ela representa tantos contraventores, picaretas e corruptos que habitam e contaminam cada vez mais o nosso mundo. Tanto que liguei para a Guarda Municipal e fiz uma reclamação, pois não dá para ficar quieto em tudo!

Peço aqui desculpas pelo meu descontrole, e gostaria que a senhora envolvida pensasse que um dia ela pode ter o retorno do seu descaso com as leis de trânsito, e daí pode ser tarde…

Eu sou Jeferson – agora de alma limpa – e assim falei. AHO

 

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  1. jeferson
    Renan Haas
    16/07/2009 at 3:38 pm Permalink

    Caro amigo Jeferson, bem vindo à realidade de Novo Hamburgo! Não vou entrar muito nos méritos desta questão, se o fizesse ficaríamos horas e horas relatando fatos absurdos que acontecem. Mas assim como você já tive o mesmo descontrole com situações semelhantes e até piores no transito de nossa cidade. Infelizmente as pessoas não pensam no próximo, mas somente em si mesmos. As vezes chego a pensar que estas atitudes estão introduzidas na cultura dos Hamburguenses, mas não posso generalizar, afinal de contas isso é um problema de amplitude nacional e apenas um de vários que enfrentamos em nosso dia a dia. Um dia, quem sabe, as coisas mudem. Até lá teremos que viver da melhor forma que pudermos. AHO!!