É possível!

 

Tenho andado sumida daqui, não é mesmo? Tenho escrito pouco, mas estou no mundo, na vida! Família, amigos, devoção, trabalho, leitura e diversão (não necessariamente nesta ordem) andam preenchendo os meus dias. E no meio das minhas atividades – se é que essa não é a minha principal atividade – tenho observado e testemunhado o quanto as pessoas mudam. 

Uma das coisas que cultivei em mim nesta vida foi a capacidade de perceber a delícia que é ver o desenvolvimento de outra pessoa. Como é bonito acompanhar o crescimento de um filho, desde a sua dependência máxima quando ainda era um bebê, até uma independência ainda tímida – ‘do alto’ dos seus sete anos -, mas que já sabe realizar sozinho muitas coisas, que tem consciência de sua própria capacidade de escolha, que tem alguns recursos para sua sobrevivência, que descobre suas fraquezas e forças, que elabora suas opiniões, constrói conceitos…

Também me encanto com as outras crianças – afilhados, filhos de amigos, etc – que não vejo todos os dias, mas que ainda assim, a cada vez que as encontro, percebo como estão melhores, mais desenvolvidas, explorando outras possibilidades de si próprias! Como crescem, por fora e por dentro…

Porém me mobiliza demais a emoção de ver adultos se desenvolvendo. Como astróloga e focalizadora de grupos terapêuticos tenho a oportunidade – e a honra! – de acompanhar muitos processos de desenvolvimento. Conheço muita gente que ‘era semente’ e que ao longo de sua vida foi brotando, criando suas raízes, virando planta e depois árvore. Alguns já dão até frutos!

E toda a semente tem uma memória do futuro. Dentro de nós há, potencialmente, a capacidade de sermos sempre muito melhores, de nos tornarmos verdadeiramente aquilo que somos.

Sair de nossas desgraças e tragédias pessoais é possível. Criar condições de uma sobrevivência saudável é possível. Aprender o que não se sabe é possível. Adquirir o que não se tem é possível. Crescer é possível. Se entregar é possível. Amar e ser amado é possível. Ser feliz é possível.

Ser você mesmo é possível.

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