Tibet Free

 

Porque pensar no Tibet?

“Acredito que existem três razões. A primeira delas é que no Tibet há uma situação sociopolítica, cultural e humana absolutamente ameaçada em sua sobrevivência. É uma razão fundamental: irmanarmo-nos num sentimento de solidariedade entre povos ao ver a perda de uma tradição. A segunda: neste momento de globalização, o desaparecimento de tradições e regionalismos é, infelizmente, muito freqüente, e sabemos a perda que a humanidade tem com isso. O grande trunfo da vida é a diversidade; é nela que a vida se perpetua. Quando não existe diversidade, a vida se empobrece. Acredito que a humanidade se torna mais pobre com a perda de uma cultura. E terceira grande razão: gostemos ou não, para o ocidente o Tibet sempre representou aquela expressão da espiritualidade plena, de realização máxima, de paz, de serenidade, de equilíbrio, de conquista interior, de nirvana, de satori, como queira chamar… Neste momento em que estamos dominados por uma tecnociência, por uma tecnologia científica, tudo está quantificado, de alguma maneira medido e pesado. O encantamento do mundo se esvai, a poesia desaparece. A preservação do Tibet como símbolo, emblema, baluarte em nosso imaginário, é extremamente importante. Perdemos o contrapeso, neste momento; e o contrapeso é um Tibet de busca de realização interior, de auto-expressão. É um resgate da poesia interior. Se perdermos esse contrapeso, o ocidente como um todo estará sofrendo uma grande perda, de uma referência importantíssima. São essas as três razões que vejo.” Lia Diskin

 

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