Quando o Fogo vira Água

 

Conheço tantas pessoas de temperamento forte e que ao longo dos anos (e muito trabalho de autoconhecimento)  foram se tornando mais suaves, menos agressivas, sem terem a necessidade, e até mesmo a compulsão, de defenderem suas razões a qualquer preço! Isso não significa que ficaram fracas, muito pelo contrário, se transformaram em pessoas mais sutis, que ‘queimam’ menos energia e ‘fluem’ mais.
Mas será possível o Fogo se tornar Água?
Fisicamente é lógico que não, mas simbolicamente sim! O Fogo representa o instinto, a iniciativa, a vontade, o querer, a garra, o desejo. Já a Água é o sentimento, a aceitação, a compreensão, a tranquilidade, o sossego.
Nenhum desses elementos é melhor do que o outro, cada um tem seu valor e função. Porém, quando a maturidade chega – e ela pode chegar muito cedo ou muito tarde, a idade não determina – mudamos o ímpeto do Fogo, pela serenidade e paz no coração da Água, trocamos ‘o que está’ por aquilo que apenas ‘é’, o ritmo ardente de um, pelo fluxo constante do outro.

Que bom seria termos o eqüilíbrio absoluto (que delírio…) entre as quatro forças – Fogo, Terra, Ar, Água – mas podemos, calma e conscientemente, ir apaziguando os excessos, estabelecendo medidas, reorganizando o caos interior que se instala quando não nos apropriamos das nossas forças interiores.

A chave para isso é querer, sentir, conscientizar e fazer…

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