Dá para traduzir?

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Todas as profissões têm os chamados jargões, que são gírias profissionais, expressões relacionadas a uma atividade específica. Até aí tudo bem, normal, mas quando conversamos com um profissional, seja de que área for e ele só usa termos desconhecidos para o leigo naquele assunto, as coisas começam a complicar.
Aprender a se comunicar é algo de um valor inestimável na vida dos seres humanos. Quando criamos conscientemente uma ponte de comunicação com as pessoas percebemos que esse é um caminho de duas mãos onde as informações, sejam elas mentais ou emocionais, tem ida e volta, tem troca, e todos aprendem e se beneficiam. Abençoado deus Mercúrio!

De maneira inacreditável, ainda nos dias de hoje muitas pessoas que atuam na chamada terapia alternativa, área profissional que se propõe a trazer autoconhecimento e qualidade de vida aos que a buscam, são os que mais usam jargões. Assim se cria uma aura mística em torno da pessoa só por que ela fala difícil! Pois sim! Conhecer também é saber explicar, falar difícil não é sinônimo de cultura. Esta postura incentiva a ignorância e os modismos. Muitos querem saber qual é o seu signo ascendente, mas poucos sabem o que é a palavra ascendente. Muitos querem “jogar” o tarot, mas não têm idéia do que é um oráculo. Muitos ensinam Reiki, mas não sabem nem explicar o que são os símbolos, aplicam energizações e não tem um conceito básico do que é energia. Muitos usam expressões em japonês, chinês, sânscrito, mais para impressionar do que para explicar. As antigas culturas do planeta não podem servir de cenário para o despreparo de conhecimento.

Este esoterês, que as vezes vem com sotaque de enrolation, deveria ser banido das salas de consulta e sessões terapêuticas! O que será que acontece, é para impressionar a clientela, é falta de conexão mesmo, um desinteresse em se fazer entender? Foram-se os tempos do ocultismo, onde o conhecimento esotérico pertencia a uma minoria, e que era necessário que os códigos existissem até mesmo como uma forma de preservar estes conhecimentos.
Sou astróloga há vinte e poucos anos e defendo o não uso do astrologuês, uma espécie de idioma criado por nós astrólogos que não contribui em nada para o cliente que busca a Astrologia como um meio de autoconhecimento. De quê adianta alguém que não estuda o assunto saber que o regente do ascendente está em quincúncio com o nodo lunar sul? Que Plutão está transitando em quadratura com Marte natal? Qual é o valor terapêutico de uma informação dada em um tipo de código?

Todo o conhecimento pode ser traduzido! O verdadeiro valor de uma consulta onde uma pessoa investe dinheiro, tempo, expectativa, emoção, é ela entender o que está sendo dito para depois ter condições de aplicar isso. E o verdadeiro valor de um profissional desta área é se fazer entender.

Sejamos claros, diretos, sem enrolações que tonteiam, mas não dizem nada de concreto. Será que dá para traduzir? Se ninguém lhe explicou, não tenha vergonha, pergunte! E se você já sabe, por favor, fale português e explique!

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