Palavras? Shhh, silêncio…

Nesse oceano de relações que é a nossa vida, é inevitável que se criem vínculos: amizades, carinhos, torcidas, respeito, cordialidade, preocupação… Mas, por essas mesmas relações às vezes ficamos vulneráveis. São atitudes nossas que não encontram receptividade no outro, são preocupações que só aumentam a energia desajustada dos problemas e são as palavras, muitas palavras, que dizemos ou que não dizemos, para não magoar mais, para não ferir, para não ser conivente, ou aumentar as coisas que já estão em desarmonia.

Alguns de nós são do tipo que falam demais, vomitam palavras que parecem nem passar perto do pensamento. Despejam tudo, disparam palavras, frases, textos sem se dar conta do resultado final. Resultado moral: desentendimentos, acusações de agressividade, bate-boca, mal entendidos, etc. Resultado físico: azias, refluxo gastroesofágico, saliva ácida. Ah, e muita raiva.

Outros de nós são do tipo que falam bem menos, não ‘se metem’, pensam demais sobre o que dizer, têm cautela excessiva e acabam perdendo a oportunidade do momento certo para falar. Têm medo de se expor, receio de se magoar, mais medo ainda de não ser aceito, e muitas vezes falam só o que o outro prefere ouvir. Resultado moral: discurso politicamente correto, não diz o que pensa, não assume seus posicionamentos, ‘maria-vai-com-as-outras’. Resultado físico: dor de garganta, pigarro, tosse, ‘sapos’ presos na garganta! E quase esqueço da covardia…

Na Astrologia o entendimento sobre como as pessoas falam é facilitado com o estudo do planeta Mercúrio, seu posicionamento e aspectos. Mas sempre é preciso treinar muito a habilidade de falar apenas aquilo que precisa ser falado, nem uma letra a mais, que é pra não se meter onde não precisa, e nem uma letra a menos, pra não ficar com algo entalado na garganta!

Muito poucos de nós somos bons na arte de falar, ou talvez nós todos, mas apenas em pouquíssimos momentos! E já que a vida não tem roteiristas, e somos nós mesmos que falamos ‘de improviso’, um pouco mais de atenção aos desequilíbrios da nossa fala poderá facilitar nossas relações, gerando mais saúde física e moral.

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